Temer ficou sem Papai Noel. O Brasil, também
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Temer ficou sem Papai Noel. O Brasil, também

Art. 25.dez.2017

Temer ficou sem Papai Noel. O Brasil, também

PAPAI Noel, o bom velhinho que nos visita nas vésperas do Natal, não deixou no sapato do presidente, ou junto da árvore colorida que deve ter sido montada pela sua família, o presente que eu havia sugerido no meu último escrito. Apesar de toda a desesperança estampada na fisionomia dos ministros palacianos, dos líderes que apoiam o governo, do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, sempre com ar de desânimo contagiante, apesar de tudo eu ainda acreditava no milagre natalino. Que o bondoso Papai Noel deixasse para Temer, e para o Brasil, a reforma da Previdência aprovada antes do dia 25.

PARECE que ele passou, com sua barba branca, roupa vermelha  e o saco de presentes vazio, pois a crise afeta até ele, e foi embora sem deixar nada. Talvez, ou certamente, porque o presidente não estava lá à sua espera, mas num quarto de hospital tentando curar o mal que o stress, a depressão, o desencanto e a decepção com tantos falsos amigos em seu entorno, causou na sua saúde. Quem aguentaria tanta pressão, tanta desilusáo?

A AUSÊNCIA do principal defensor e incentivador do projeto elaborado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles e sua equipe, para tirar e salvar o país da crise econômica herdada dos governos anteriores, foi bem aproveitada pelos que não queriam sua aprovação, apesar de em público afirmarem o contrário. A pressão dos que, no grupo dos privilegiados do serviço público, influenciou, e muito, para o adiamento, diria melhor, o engavetamento da reforma. Além do medo dos adversários e supostos correligionários, mais que medo, do pavor de tudo dar certo, para glória do governo que eles tanto combatem, quase todos, covardemente, na surdina.

TEMER, no seu estilo ameno, maneiroso, ao receber alta do hospital, não deu soco na mesa, não protestou, não bradou, não acusou. Com o mesmo empenho e entusiasmo demontrado, antes da hospitalização, a favor da reforma, preferiu não dar recibo da traição, do fracasso. E no mesmo tom de voz de antes, exclamou: “Ótimo. Vamos ter mais tempo para conversar”. Mais tempo?

CANSEI, cansamos. O assunto morreu, dizem que ressuscitará em fevereiro. Alguém garante? O certo é que os planos de Meirelles e de Temer de economizar, cortar, reduzir o déficit orçamentário através de uma reforma já esvaziada, agora sepultada, foram para o beleléu, com impulso extra de ministros do STF. Pobre Cármen Lúcia! Fim da reforma e do assunto. E Feliz Natal!
                                                                        Blog: fabiopdoyle.zip.net
Fábio P. Doyle
Da Academia Mineira de Letras
Jornalista 

Colunista e Colaborador da 2/1 Revista Eletrônica  

0 0 220 27 dezembro, 2017 Cultura Organizacional dezembro 27, 2017

Sobre o autor

CEO e Co-fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club

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