Quadro de Leonardo da Vinci bate recorde em leilão
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Quadro de Leonardo da Vinci bate recorde em leilão

Cultura

Obra “Salvator Mundi” é uma das poucas do artista italiano existentes e única em mãos privadas. Quadro chegou a ser posse de rei da Inglaterra e a ser vendida por apenas 60 dólares. Hoje, vale mais de 450 milhões.

A obra de Da Vinci em exibição durante uma exposição em Londres em 2011 A obra de Da Vinci em exibição durante uma exposição em Londres em 2011

Um quadro de Leonardo da Vinci que mostra Cristo segurando um globo de cristal foi vendido pelo valor recorde de 450,3 milhões de dólares num leilão nesta quarta-feira (15/11), batendo o recorde anterior.

Salvator Mundi (“Salvador do Mundo”) é um dos menos de 20 quadros de Leonardo da Vinci existentes e o único em mãos privadas. Ele foi vendido pela leiloeira Christie’s em nome do bilionário russo Dmitry Rybolovlev, dono do clube de futebol Mônaco. A identidade do comprador – que adquiriu a pintura por telefone – não foi divulgada.

Aproximadamente 45 clientes – por telefone e na sala de leilões de Nova York – levaram 19 minutos batalhando por meio de ofertas e contraofertas pela obra. A disputa acabou sendo reduzida a apenas dois licitantes, que viram o preço da obra atingir mais do dobro do recorde anterior pago por uma pintura num leilão – o quadro Les Femmes D’Alger (“As mulheres de Argel”), de Pablo Picasso, foi vendido por 179,4 milhões de dólares em maio de 2015.

O preço mais alto pago por qualquer peça de arte era 300 milhões de dólares pelo quadro Interchange, do artista holandês Willem de Kooning, vendido diretamente em setembro de 2015 pela Fundação David Geffen ao gestor de um fundo Kenneth C. Griffin.

A pintura Salvator Mundi, de 66 centímetros, data de cerca de 1500 e mostra Cristo envergando vestuário de estilo renascentista, com a mão direita levantada em bênção e a mão esquerda abaixada segurando uma esfera de cristal.

De posse real à venda por 60 dólares

A obra pertencia ao rei Carlos 1º da Inglaterra em meados de 1600. Há rumores de que Da Vinci pintou Salvator Mundi para a família real francesa e que o quadro foi levado à Inglaterra pela rainha Henrietta Maria, quando ela se casou com o rei Carlos 1º em 1625.

“Salvator Mundi” foi arrematado por 450 milhões de dólares

O quadro foi leiloado pelo filho do duque de Buckingham em 1763. Depois disso, desapareceu completamente até 1900, quando ressurgiu e foi adquirido por um colecionador britânico. Na época, estimava-se que a obra tinha sido executada por um discípulo de Da Vinci, e não pelo próprio mestre. Consequentemente, a pintura foi vendida novamente em 1958 por apenas 60 dólares.

Desde que ressurgiu, Salvator Mundi foi exposto na Galeria Nacional em Londres e nos salões de exposições da casa de leilão Christie’s em todo o mundo. Em 2005, a obra foi adquirida, seriamente danificada e parcialmente pintada, por um consórcio de comerciantes de arte que pagou menos de 10 mil dólares. Estes comerciantes restauraram amplamente a pintura e documentaram a sua autenticidade como sendo uma obra de Da Vinci. Salvator Mundi é considerada a mais importante redescoberta artística deste século.

Recentemente, o quadro esteve no centro de um processo judicial lançado por Rybolovlev, que acusou o vendedor de arte suíço Yves Bouvier de superfaturar uma série de negociações de obras de arte. Bouvier comprou Salvator Mundi na casa de leilão Sotheby’s por 80 milhões de dólares em 2013. Dentro de poucos dias, revendeu para o magnata russo por 127,5 milhões de dólares e alcançou um lucro de 47,5 milhões de dólares. Bouvier negou qualquer irregularidade.

Fonte: Deutsche Welle

0 0 260 17 novembro, 2017 Acontecimentos novembro 17, 2017

Sobre o autor

CEO e Co-fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club

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