ENTREGUE AS CHAVES, TEMER!
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ENTREGUE AS CHAVES, TEMER!

Artigo 15.jan.2018

ENTREGUE AS CHAVES, TEMER!     

REPARAM como tudo ficou confuso no Brasil, nos últimos anos? As coisas mais simples se tornam complexas, difíceis de entender e de serem solucionadas. Nada escapa ao delírio confusionista que assola, eta palavra oportuna, este nosso país tão machucado, este nosso povo tão ludibriado. Por que e por quem?

BUSQUEM nas entrelinhas das confusões provocadas, das provocações dirigidas, das mentiras forjadas, das interpretações falseadas. A verdade surgirá estarrecedora e incontestável. Por trás de tudo o que de confuso, de problemático, de supostamente dramático tem acontecido desde que um novo estilo de governar substituiu o que tantos malefícios causou ao país,  existe um comando único e, justiça seja feita, eficiente. Exatamente aquele que foi substituído, deposto, pelos que assumiram o ônus e o bônus de consertar o que parecia inconsertável.

É CANSATIVO, é irritante, é melancólico aguentar dia a dia a ação dos guerrilheiros do asfalto, que não mais ousam, como no passado, criar novas araguaias fracassadas. Em lugar de espingardas, revólveres, de marchas revolucionárias, adotam a mentira, a versão fajuta, a acusação vazia, mas de repercussão garantida nos meios de comunicação que controlam, ou que influenciam.

OBSERVEM, sem preconceitos partidários ou ideológicos. A cada medida tomada pelos que procuram recuperar o que se perdeu nos anos recentes, pelos que tentam retirar o país e o seu povo das crises herdadas, – a da economia, a social, a moral, a do desemprego, a da fome, a da miséria, – os frustrados apeados do poder reagem com versões que agridem o bom senso dos que o têm, e não são muitos, gerando a confusão, a controvérsia, entre os incautos, os já tão descrentes, a maioria, de tudo e de todos.

O ÚLTIMO episódio do confusionismo deliberado e malsinado, inventado pelos agitadores do asfalto midiático, é o caso da nomeação do novo  ministro do Trabalho. Certo ou errado, o presidente nomeou a deputada Cristiane Brasil. Ela foi indicada pelo PT, presidido por seu pai, o ex-deputado Roberto Jefferson, famoso por ter  deflagrado o processo do Mensalão, ao delatar os crimes cometidos por políticos e empresários, quase todos devidamente punidos pelo STF (ministro Joaquim Barbosa), ele, Jefferson, inclusive.

BASTOU seu nome ser anunciado como nova ministra e aqueles, já identificados, os que laboram nos bastidores para impedir o bom andamento do atual governo, partiram para o ataque. Movimentaram seus pesquisadores, próprios e midiáticos, para descobrir o que fosse possível para impedir a posse da nova ministra, e possíveis deslizes em sua vida pública e privada. Até sua ficha escolar foi escarafunchada pelos abutres. Mais motivados ficaram com o fato de ter a deputada ajudado a depor, com seu voto, a petista Dilma Rousseff da presidência da República. Para Lula etc, um crime de “lesa majestade”…

O QUE encontraram? No currículo da ministra um registro que, segundo eles, a impediria de exercer o comando daquele ministério:  Cristiane Brasil respondeu a duas ações na justiça trabalhista, movidas por dois empregados eventuais, dois ex-motoristas (R$ 60 mil uma, R$ 15 mil a outra).  Pronto, berraram: como uma ministra do Trabalho poderia exercer seu cargo tendo sido acusada de descumprimento de dispositivos das leis trabalhistas?

SERIA o caso de perguntar: a dispensa de uma empregada doméstica, de uma faxineira, de um motorista temporário que, insatisfeito justa ou injustamente, entrasse com ação contra o patrão/patroa, seria causa impeditiva da nomeação do patrão/patroa para o ministério? Que delito tão grave seria esse?

E MAIS: quem nos governos, no mundo político, nos parlamentos, nos tribunais superiores, no mundo empresarial, no jornalismo, já não foi acionado por questões iguais, ou até mais graves, por ex-empregados? Seriam todos eles forçados a se afastar de seus cargos, de seus mandatos, de suas atividades? Quanta hipocrisia! Se me permitem, falo com tranquilidade sobre o caso, pois nunca fui acionado por um empregado ou ex-empregado, pelo contrário, todos foram e continuam meus amigos. Mas, e se tivesse sido? Seria um criminoso impedido de assumir um cargo na vida pública?

SE a esdrúxula tese valesse, qualquer ação civil, comercial ou criminal,  impediria o réu da ação de assumir cargo ou função pública, no Executivo, no Legislativo, no Judiciário? O absurdo é evidente. Uma pergunta não cala: juizes, jornalistas que apoiam a decisão inconstitucional, nunca teriam sido processados por ex-empregados? Repito: quanta hipocrisia!

OS grupos anti-Temer deitam e rolam na lama suja que têm provocado.  Conseguem até respaldo judicial, como o da liminar tentada por advogados petistas em várias comarcas, sem sucesso, até que um juiz de Niterói, em busca de fama, talvez órfão dos tempos lulista/dilmistas, a concedeu. Invalidou a nomeação, ato privativo do chefe do  Executivo, e proibiu a posse,  sob pena de multa de meio milhão de reais! Liminar, espanto maior, confirmada por dois ministros de um tribunal regional. Agora, a decisão será da presidente do STF. Cármen Lúcia, certamente, mandará tudo para o arquivo morto da vergonha nacional. Se não mandar, oficializando a judicialização do governo, Temer, se fosse um Itamar Franco, deveria entregar a ela, e ao Judiciário, as chaves da presidência da República.

TANTA confusão, diria o poeta genial, por nada. Mas o que eles querem é exatamente isso: provocar confusão, debates, entrevistas, sensacionalismo, capaz de prejudicar e paralisar os que desejam, apenas, governar um país conflagrado pelos agitadores de ontem e, como estamos vendo, de hoje.

Blog: fabiopdoyle.zip.net                                                                                                  

Fábio P. Doyle

Da Academia Mineira de Letras

Jornalista 

Colunista / Colaborador da 2/1 Revista Eletrônica
0 0 1280 15 janeiro, 2018 2por1, Cultura Organizacional janeiro 15, 2018

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

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