Banda carioca 90 Contos lança disco inspirado por cinema e literatura
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Banda carioca 90 Contos lança disco inspirado por cinema e literatura

90 Contos une pós-punk, MPB e eletrônico no álbum “Sobre as Batidas de um Coração”

Banda do subúrbio carioca faz crônicas em formato de canções

                                                                                                                                                 Arte de capa por Fabíola C. Folly

Unindo pós-punk, música brasileira e um clima de crônicas sobre o cotidiano, a banda carioca 90 Contos tem como proposta ampliar pontos de vista sobre a sociedade moderna através de histórias contadas em suas canções. E isso está visível no novo disco “Sobre as Batidas de um Coração”, já disponível em todas as plataformas de música digital pelo selo Paracelso Records.

Ouça o álbum: http://bit.ly/90ContosSABDUC

Formada em 2012 pelos amigos Joel Fernandes e Jorge Rocha, a banda surgiu a partir de um encontro no metrô. Durante a viagem, eles conversaram sobre a vontade  de voltar a tocar, depois de algum tempo parados. Já na primeira reunião criaram o conceito de contar histórias com personagens distintos a cada música. Essa ideia está forte nos contos citados no nome do projeto e resultou no álbum “Sobre a Anfibologia de uma Geração” (2016). Explorando novas estéticas e se aproximando do experimental e do eletrônico, a 90 Contos lançou dois EPs ao vivo com inéditas desde o fim do ano passado. “GLI.TC / H: Ao Vivo em Estúdio” é mais ruidoso e experimental, e o recente “Vaporwave: Ao Vivo em Estúdio” se volta para a estética que inspirou o nome.

No novo trabalho, a banda vai além das temáticas do primeiro disco. Se antes as músicas eram guiadas pela ironia frente à vida adulta, o dinheiro e suas ambiguidades, aqui a 90 Contos se dispõe a explorar outras narrativas, vividas por um personagem em busca da felicidade durante o ciclo de um relacionamento. “A sequência das músicas forma uma grande história com fases que fazem o final se encontrar com o início”, revela Jorge Rocha.

O disco traz Rocha nos vocais e sintetizadores e Joel Fernandes nas guitarras e assinando a produção musical de tons ao mesmo tempo dançantes, eletrônicos e reflexivos, num elo perdido entre Joy Division e um New Order tropical. Os experimentos líricos e sonoros se refletem no novo álbum com um humor latente e tipicamente carioca suburbano.

“Nascemos no Rio de Janeiro e vivemos aqui há mais de 30 anos. Acreditamos na cidade como parte importante da formação da personalidade. O que nos inspira nesse lugar é a vida boêmia, a proximidade com a natureza e a energia das pessoas. Nossa música pretende se conectar com aquilo que está acontecendo na atualidade em outros centros urbanos do mundo e trazer essas configurações para a nossa realidade, tentando assim, nos aproximar de uma abordagem mais cosmopolita”, explica o vocalista.

O álbum foi produzido e masterizado por Joel Fernandes. A arte da capa é assinada pela artista plástica, arquiteta e urbanista Fabíola C. Folly (https://www.instagram.com/cfolly/), adepta da técnica mista, onde mistura elementos diversos como a tinta acrílica, canetas POSCA e LIQUITEX, colagem, decapagem, nanquim, pastel oleoso e seco, aquarela e outros.

“Sobre as Batidas de um Coração” é um lançamento da Paracelso Records.

Ouça o álbum: http://bit.ly/90ContosSABDUC

Crédito: Daiane Dias

Ficha técnica:

Produzido e masterizado por Joel Fernandes

Vocais, sintetizadores e programação da bateria: Jorge Rocha

Guitarra elétrica, baixo e programação da bateria: Joel Fernandes

Faixa-a-faixa, por Jorge Rocha:

1. Prelúdio

Essa faixa é uma introdução à nossa história. Originalmente era o início de “O Escafandrista dos Trópicos”, mas durante a finalização do álbum, resolvemos criar uma faixa única para essa parte.

2. O Escafandrista dos Trópicos

Para criar essa música usamos como referência o Pós-Punk. Ela contém um áudio de “O Selvagem da Motocicleta”, filme de Francis Ford Coppola, de 1983. Uma trama existencialista que gira em torno da liberdade. A exploração do mundo exterior. Nesse ponto o tema do filme e da música se encontram.

3. O Lírio do Vale

A melodia dessa música surgiu durante um sonho que tive. O nome é o mesmo do livro de Honoré de Balzac, lançado em 1853. Esse livro fala sobre temas corriqueiros de um momento de paixão. A música é sobre amor à primeira vista. O momento em que o protagonista da nossa história, imerso no mundo da liberdade e do desbravamento, toma conhecimento e se interessa por um outro ser.

4. La Fenêtre de La Cage

Primeira música a ser composta já pensando no segundo disco. Contém um áudio do filme francês de 1962, “Jules et Jim”. Essa música é sobre o momento de conquista, visto pelo prisma dos dias atuais, onde casais de formam através de interações em redes sociais com um contato inicial, quase que impessoal.

5. A Grande Onda de Kanagawa

Homônima a pintura de Katsushika Hokusai. Essa música é uma instrumental que figura o primeiro encontro e o primeiro beijo do casal formado em nossa história. Essa foi última música a ser composta para o disco, mostrando um pouco daquilo que poderá ser base das composições futuras, já que foi uma das primeiras a ser pensada com os instrumentos atuais do projeto. Ela é a mais ouvida nas plataformas digitais.

6. A Moça do Sapato Dourado

Tem como orientação sonora a New Wave. O nome dessa música se refere a um calçado dourado usado por Marcele, minha namorada.

7. Cigarros

Tentamos buscar uma certa densidade sonora nessa música. É sobre um momento de reflexão da vida em casal. Ela contém áudio do filme brasileiro de 2006, “O Cheiro do Ralo”. A letra faz referência à revista de origem francesa Marie Claire.

8. Castelos de Fumaça (Amor fati)

Castelos são construções suntuosas, que podem guardar lindos tesouros e/ou as masmorras mais cruéis. Fumaça é no sentido de intangível, algo que atrapalha a visão. Essa música é sobre ter problemas no relacionamento e colocá-los em uma balança. O nome secundário é uma referência ao pensamento de Nietzsche, aceitar o destino, os aspectos bons e ruins da vida.

9. Bonaparte

O nome dessa música não é uma homenagem a Napoleão Bonaparte, muito pelo contrário. Os vocais dela foram gravados pelo guitarrista Joel Fernandes. Esse é o momento em que nosso protagonista, antes desbravador, se vê diante de uma inevitável e dolorosa separação. Essa música foi composta para o nosso primeiro disco, mas por uma questão de contexto, ficou de fora, sendo usada no segundo. Ela contém um áudio do filme “Edukators”, de 2004.

10. Não Mexa nas Minhas Ideias

Essa foi a primeira música composta com sintetizador. É sobre um adeus esperançoso com pitadas de ressentimento. Nossa referência sonora nessa música é o Funk Melody e o Synthpop. Na letra existe uma menção ao cantor Stevie B.

11. Um Marginal em Manchester

O ponto inspirador de partida dessa música está na banda Happy Mondays e um gênero específico da cena de Manchester, chamado de “Madchester”. Além disso, ela contém uma parte que faz referência a ritmos jamaicanos. O tema final do disco é o mesmo do início. Uma pessoa em busca da ampliação de seus horizontes, extravasamento, liberdade e felicidade instantânea. Referência na letra ao poeta Arthur Rimbaud e à banda de Metal brasileira Azul Limão.

90 Contos é:

Jorge Rocha – Vocal e Sintetizador

Joel Fernandes – Guitarra

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Nathália Pandeló Corrêa
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0 0 540 19 agosto, 2018 Agenda Cultural, Fique Por Dentro agosto 19, 2018

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

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