Agência S&P rebaixa nota de crédito do Brasil
Publicado por

Agência S&P rebaixa nota de crédito do Brasil

Mudança do rating do país de BB para BB- reflete dificuldade do governo em aprovar reforma da Previdência no Congresso

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BB para BB-. A mudança reflete a dificuldade do governo de Michel Temer em aprovar a reforma da Previdência. A perspectiva do rating foi alterada de negativa para estável, o que indica que a nota não deve sofrer novo rebaixamento ou elevação neste ano.

O rebaixamento pela S&P era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado.

No comunicado da decisão, a S&P lembra que o Congresso aprovou parte da agenda econômica do governo, incluindo o teto de gastos, a reforma trabalhista, uma reabertura do setor de petróleo e gás e um regime de recuperação fiscal para Estados altamente endividados e dispostos a realizar reformas. No entanto, “apesar dos vários avanços, o governo Temer fez progressos menores que o esperado” na avaliação da agência, ao não aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017.

A S&P enxerga que o espaço para elevação do rating BB- pode surgir se o governo eleito em outubro “se articular e implementar uma correção fiscal sólida e sustentável, com apoio do Congresso”.

Reforma

Em dezembro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que conversaria com as agências de classificação de risco para tentar convencê-las a adiar a decisão sobre o rebaixamento da nota de crédito do país. Após uma série de adiamentos, o governo negociou deixar a votação da reforma para 19 de fevereiro, logo depois do Carnaval.

O governo precisa reunir 308 votos para aprovar a reforma da Previdência na Câmara. Não sinais, até agora, de que o governo vá conseguir esse apoio até a data prevista para votar a reforma.

Em 15 de agosto, a mesma S&P tirou a nota brasileira da observação para possível rebaixamento (CreditWatch), posição colocada em maio, ao dizer que o “governo parece empenhado em fazer avançar a reforma da Previdência, em conter o crescimento das despesas e em avançar a ativa agenda de reformas microeconômicas”.

Naquela data, o governo havia revisado a meta fiscal para déficit 159 bilhões de reais em 2017.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Veja / Por Da redação

0 0 550 12 janeiro, 2018 Em Alerta janeiro 12, 2018

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

Ver todos os artigos por Jean Hausemer

Postagens relacionadas

Artigos recentes

  • Ortega volta atrás em reforma da previdência na Nicarágua
    Ortega volta atrás em reforma da previdência na Nicarágua
  • Macron: não há “plano B” para acordo nuclear com Irã
  • Criminalidade na Alemanha teve maior decréscimo em 25 anos
  • Como a impressão 3D está revolucionando a indústria
  • Coladera inicia temporada dos shows no Brasil de seu novo disco, La Dôtu Lado
  • “BRINCAR DE MORAR EM LIVRO” TRAZ CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA PÚBLICO DO MEMORIAL VALE
  • Vistoriam spa e ignoram os enjaulados