Cuidado. Seu voto pode custar caro
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Cuidado. Seu voto pode custar caro

Artigo  20.08.2018
     

                     Cuidado. Seu voto pode custar caro

 AFINAL, em quem votar? A decisão não é fácil. São tantos os candidatos já lançados  pelas três dezenas e tantos partidos, que eles se confundem, se misturam, se desvalorizam com acusações grosseiras, um contra outro, ou outros.

ESTOU falando de candidatos a presidente da República. Porque para os governos estaduais, apesar da confusão, do embolo ser do mesmo tamanho, a coisa é um pouco menos complicada. Como acontece em Minas Gerais. Tudo indica que o vitorioso será um sério e austero professor universitário,  levado, pelo seu bom conceito, por sua biografia e pelas contingências da vida, a ocupar cargos públicos e assumir mandatos eletivos, como governador e senador, sempre com sucesso e honradez de conduta. A eleição de Antônio Anastasia, mestre respeitado dos alunos do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais,  é “favas contadas”, como diria minha avó. E no primeiro turno. Caso as pesquisas de opinião sérias e isentas estiverem corretas. Inclusive as nossas, entre parentes, amigos, colegas.

PARA a sucessão de Michel Temer, o presidente que tentou recuperar um país falido, destroçado, desmoralizado pelos governos petistas que o antecederam, e que continua a ser desmoralizado por decisões estapafúrdias do Judiciário, leia-se Segunda Turma do STF, dificilmente a escolha terminará em um turno apenas. É o que dizem as mesmas pesquisas. Pode ser que haja mudanças. Por exemplo, se a candidatura do competente e experiente Henrique Meirelles, apoiada por Temer, pelo governo, e pelo MDB, crescer e embalar. Muitos acreditam nisso. Mas se fosse hoje, o segundo turno aconteceria, e entre dois antípodas: Geraldo Alkmin, ex-governador de São Paulo, tido como conservador-liberal, e Jair Bolsonaro, deputado federal por três ou quatro mandatos,  expoente da ala mudancista-radical-renovadora.

ALKMIN é o favorito dos que não gostam de aventuras político-administrativas, dos que preferem um governante ameno, tranquilo, aberto ao diálogo, sem promessas de mudanças mais profundas no panorama atual, exceto quanto à moralidade, à correção, à ética no trato com a coisa pública. O que já será muito bom para uma nação em crise. Bolsonaro apresenta-se ao eleitorado como defensor de mudanças radicais e imediatas, para melhor certamente, de toda a estrutura política, administrativa, econômica e social do país. Mudanças que grande parte da população espera, reclama. E exige. Daí sua posição de liderança entre os pesquisados.

QUAL estrada será a melhor para a caminhada que se iniciará em janeiro de 2019? Qual a melhor opção? Qual a melhor escolha para recolocar o Brasil na rota do progresso, da seriedade, da segurança, do pleno emprego, da paz social. Com a inflação em baixa e o PIB em alta, o que significa  proporcionar a toda a população, sem discriminação de classes, para a mais carente em especial, assistência médico-hospitalar completa e acessível nos custos, acesso à educação em todos os níveis com escolas mantidas e pagas pelo estado, transporte público eficiente e ao alcance de todos, os que podem pagar e os que pagam com sacrifício. Com destaque para o transporte ferroviário, por ser o mais barato para passageiros e cargas. Há alguns anos, mais de dez, em uma véspera de eleição como agora, escrevi artigo com o título “Um presidente ferroviarista”, no qual sugeri fosse incluída no programa dos candidatos a recuperação do nosso sistema ferroviário, abandonado depois da era JK, um rodoviarista, e definitivamente desativado no desastrado governo de Fernando H. Cardoso (que tudo fez para voltar à presidência, traindo Alkmin). Não fui atendido. Repito a sugestão. Quem se habilita? Ganhará o meu voto e milhares de outros.

ENTRE os dois que lideram as pesquisas, e que tudo indica irão para a disputa decisiva no segundo turno, qual teria maiores e melhores condições de cumprir a pauta mínima resumida no parágrafo anterior? Alkmin, Bolsonaro? O conservador sério, ameno no trato e contido nas promessas que faz e nos compromissos que assume, ou o que anuncia e promete mudar toda a configuração “burocrática, corrupta e ineficiente, enraizada na administração pública brasileira?” (a frase é dele).

A DECISÃO é sua, eleitor. Cuidado na hora fatal, diante da urna, para votar bem, para não cometer os erros e desacertos acontecidos, todos sabem, em decisões anteriores. Erros e desacertos que custam muito caro para o país, um preço que todos, os que erram e os que não erram, ou erram menos, são obrigados a pagar. Como estamos pagando e pior, não recebendo o que nos é devido.
  

Fábio P. Doyle
Da Academia Mineira de Letras
Jornalista
Colunista/Colaborador da 2/1 Revista Eletrônica
0 0 320 20 agosto, 2018 Cultura Organizacional agosto 20, 2018

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

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