Sobreviventes descrevem o pânico em Las Vegas
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Sobreviventes descrevem o pânico em Las Vegas

Testemunhas do maior massacre a tiros da história recente americana relatam o caos após o início dos disparos, que mataram mais de 50 e feriram 500: “Soava como se ele estivesse recarregando e depois voltando a atirar.”

Em Las Vegas, milhares de pessoas fugiam em pânico enquanto a polícia tentava localizar o atirador Em Las Vegas, milhares de pessoas fugiam em pânico enquanto a polícia tentava localizar o atirador

O cantor de música country Jason Aldean realizava um show em Las Vegas na noite de domingo (01/10), encerrando os três dias do festival Route 91 Harvest, quando um atirador abriu fogo contra a multidão, matando ao menos 59 pessoas e ferindo mais de 500.

Aldean estava no meio de uma canção quando vieram os tiros. Uma filmagem mostra o momento em que o cantor interrompe a música em meio à incerteza do que ocorria naquele momento. O atirador, que estava no 32º andar do hotel Mandalay Bay nas proximidades, disparou um nova saraivada de balas, fazendo mais vítimas e espalhando pânico no local.

Em choque, os que assistiram ao concerto eram vistos caminhando pelas ruas, alguns com as roupas manchadas de sangue.

Kodiak Yazzie, de 36 anos, lembra que a música parou repentinamente quando os primeiros tiros foram disparados e chegou até a recomeçar antes do reinício dos disparos, que fizeram com que os músicos procurassem abrigo e deixassem o palco.

“Foi a coisa mais insana que vi em toda a minha vida”, disse Yazzie. “Podíamos ouvir que o barulho vinha da nossa esquerda, do Mandalay Bay. Podíamos ver flashes e mais flashes.”

Milhares de pessoas no local tentavam fugir enquanto as balas caíam. A canadense Monique Dumas contou que estava a seis fileiras do palco quando ouviu um ruído que parecia ser uma garrafa quebrando, seguido do que pensou ser tratar de fogos de artifício. Ela disse que as pessoas deixavam o local numa espécie de “caos organizado”. “Isso levou entre 4 e 5 minutos, e durante todo esse tempo houve disparos.”

O massacre em Las Vegas

A polícia interditou o normalmente movimentado boulevard de Las Vegas, enquanto dezenas de ambulâncias transportavam os feridos. Os setores de emergência dos hospitais ficaram lotados de vítimas.

“Parecia fogos de artifício. As pessoas simplesmente caíam no chão”, contou Steve Smith, de 45 anos, um turista da cidade de Phoenix, no Arizona que estava na cidade para ver o festival. Ele diz que os tiros continuaram por um longo período.

“Provavelmente eram cem tiros de cada vez. Soava como se ele estivesse recarregando e depois voltando a atirar”, disse. “As pessoas eram baleadas quando tentavam fugir. Muitos foram atingidos.”

Os hotéis, casas noturnas e cassinos de Las Vegas atraem cerca de 3,5 milhões de visitantes de todo mundo todos os anos. A área estava repleta de turistas quando os tiros começaram, pouco antes das 22 horas, no horário local.

Público tenta se esconder dos tiros Público tenta se esconder dos tiros

Mike McGarry, da Filadélfia, estava no concerto quanto a confusão começou. “Foi uma loucura, eu me deitei sobre as crianças. Eles têm 20 anos. Eu tenho 53. Vivi uma boa vida”, disse Mike, cuja camisa tinha marcas de sapatos de pessoas que o pisotearam durante o pânico.

Joe Pitz, que estava no concerto, também pensou se tratar de fogos de artifício. “Acho que foi uma arma automática, mas parecia literalmente fogos de artifício”, contou ao jornal Las Vegas Sun.

“Houve logo um tumulto generalizado no Mandalay Bay ao lado do palco. Eles estavam cuidando para que o serviço médico e as equipes de segurança chegassem e Jason Aldean correu do palco”

Horas após o incidente, o cantor Jason Aldean afirmou através de seu perfil no Instagram que ele e sua equipe estavam bem e seguros, e que o incidente estava “muito além do terrível”. “Me dói o coração que isso possa ocorrer com qualquer pessoa que foi até lá para curtir o que deveria ser uma noite divertida”, lamentou.

Fonte:Deutsche Welle

0 0 1140 03 outubro, 2017 Acontecimentos outubro 3, 2017

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

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