Após estreia inflamada, Orquesta Atípica de Lhamas faz segundo baile neste sábado, na abertura do Bar Latino
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Após estreia inflamada, Orquesta Atípica de Lhamas faz segundo baile neste sábado, na abertura do Bar Latino

Com integrantes de diferentes nacionalidades, banda derivada do bloco carnavalesco Cómo te Lhama? se apresenta em novo espaço anexo ao Necup

Depois de um show de estreia com ingressos esgotados, a Orquesta Atípica de Lhamas faz seu segundo baile neste sábado (1/7), na abertura do Bar Latino, novo espaço anexo ao Necup. Derivada do bloco Cómo te Lhama?, que botou centenas de foliões para dançar no pré-carnaval de 2017, a banda enfoca a cumbia – ritmo de origem colombiana e de forte expressão na América Latina –, mas mistura estilos diversos como reggaeton, ragga, lambada, guaracha e quarteto. Intitulado “El Explosivo Baile de La Orquesta Atípica de Lhamas”, o baile começa a partir das 22h30 e também conta com a discotecagem de DJ Sandri.

No repertório da Orquesta Atípica de Lhamas, clássicos da cumbia como “Carinito”, “Loca”, “Como te Voy Olvidar?”, “No Me Arrepiento deste Amor”, “Por Dios Que No”, “Baracunata” e “Corazón” se misturam a releituras de nomes brasileiros, entre eles Dona Onete, Gaby Amarantos, Academia da Belinda e Felipe Cordeiro. Sem contar o marcante “Himno” do bloco Cómo te lhama?, que abre a apresentação.

Com três vocais principais e instrumentação diversa, a banda é formada por 17 musicistas e músicos que têm como interseção o carnaval e a paixão pela cumbia, muitos deles integrantes de importantes grupos musicais e teatrais de BH, como ICONILI, Pequena Morte, A Fase Rosa, Djalma Não Entende de Política, Frito na Hora, Chama o Síndico, Roda de Timbau, Juventude Bronzeada, Alcova Libertina, Couro Encantado e Trampulim, além das cantoras solo Claudia Manzo e Laura Lopes. No elenco, uma descendente de peruanos e três estrangeiros residentes na capital mineira.

Carnaval. Uma delas é a percussionista argentina Chaya Vazquez, figura icônica do carnaval de BH, que já sonhava há alguns anos em botar um bloco de cumbia na rua. “A gente falava sempre disso na Pequena Morte, que toca algumas cumbias. No Frito na Hora, em 2010, propus que cada integrante estudasse um ritmo da América para passar aos outros. A Popó (Poliana Tuchia) ficou responsável pela cumbia, referência importante para ela, filha de peruano. Eu era a regente e fizemos, juntas, a tradução da cumbia para os instrumentos que o Frito na Hora tinha, como alfaias e djambês. Foi assim que surgiu essa divisão rítmica de percussão que hoje os blocos usam”, afirma.

Chaya lembra que o convite para materializar o bloco veio do amigo carnavalesco Rodrigo Castriota e dos músicos Ygor Rajão e Carlos Bolívia. “O Cómo te Lhama? juntou muita gente interessante e daí veio a proposta de fazer um trabalho ao longo do ano. Da mesma maneira que a Orquesta reúne músicos que atuam no carnaval, acredito que ela também vai ser um arcabouço de conhecimento que fará com que o bloco funcione cada vez melhor”, aposta Carlos.

“A cumbia vem recebendo várias releituras pela América Latina e parece que o chegou o momento do Brasil. Nossa cumbia tem muita referência das baterias de carnaval. Então, se existe a cumbia villera na Argentina, a cumbia chicha no Peru, a cumbia chola na Bolívia, talvez tenhamos, no Brasil, uma cumbia carnavalesca, uma cumbia de bloco. Uma cumbia atípica”, completa o músico, lembrando que a Orquesta também apostará em novas composições autorais.

Ligação afetiva. Nascido na Bolívia, Carlos lembra a relação afetiva que guarda com o gênero musical. “A cumbia é o que toca nas rádios e ruas de La Paz. É a música do comércio, do transporte público, o que escuto quando vou visitar minha família. É a paisagem sonora dos centros urbanos e das regiões mais populares da América Latina”, completa. A chilena Claudia Manzo sabe disso. “Atualmente, muitos músicos chilenos estão voltando às raízes afro e está na moda estudar as raízes da cumbia. Acho divertido, é algo como o caminho inverso. Mas sempre me diverti muito com a cumbia, desde a infância”, explica a cantora, compositora e instrumentista. “Na verdade, acho insólito que o fenômeno da cumbia ainda não tenha explodido no Brasil”, comenta.

Chaya Vázquez concorda. “Tocar cumbia no Brasil é uma conquista. É um país tão vasto culturalmente, quase autocultural, que de alguma forma se fechou para as influências da América Latina, tanto que a cumbia só está chegando agora. Acho uma oportunidade maravilhosa de incluir esse grande continente no continente que ele pertence, de nos apropriarmos juntos da América Latina, de forma cada vez menos separatista”, afirma. “A cumbia fez parte da minha vida. Não a tradicional, da Colômbia, mas a que se espalhou após 1940 na América Latina, chegando em países como a Argentina”, conta.

Para a percussionista, a Orquesta é uma maneira de apresentar ao Brasil toda a expressividade de sua cultura. “Desde que eu cheguei aqui eu estou absorvendo a cultura popular brasileira, aprendendo, estudando, conhecendo os mestres. Por ser tão imenso esse Brasil, ainda não tive a oportunidade de expressar as minhas referências. E agora me vejo nesse espaço onde posso me comunicar com a minha língua e a minha cultura, transferindo isso para as pessoas, emocionando-as através do que fez parte da minha história. É maravilhoso”.

A Orquesta Atípica de Lhamas é: André Albernaz (teclados); Rodrigo Magalhães (baixo); Carlos Jáuregui e Gustavo Dialva (voz, guitarra e percussão); Chaya Vazquez, Claudia Manzo e Laura Lopes (voz e percussão); Ygor Rajão, Marcelo Pereira, André Orandi (sopros); Alcione Oliveira, Fernando “Feijão”, Lucas Buzatti, Nara Torres, Pedro Thiago, Poliana Tuchia e Tamás Bodolay (percussão); Rafael Protzner (direção cênica); Nancy Mora Castro (design gráfico); Renata Andrade Chamilet (produção).

Crédito das fotos: Lucas Bois / Divulgação

El Explosivo Baile de la Orquesta Atípica de Lhamas

Quando. Sábado (1/7), a partir das 22h30
Onde. Bar Latino (avenida Tereza Cristina, 537, Prado, logo atrás ao Necup).
Quanto. R$ 20 (antecipado) e R$ 25 (portaria). Venda online pelo Sympla: www.sympla.com.br/el-explosivo-baile-de-la-orquesta-atipica…
Mais: www.facebook.com/orquestaatpipica | www.instagram.com/atipica_de_lhamas

Informações para a imprensa:
Lucas Buzatti
(31)99584-6364
comunicacaofloriani@gmail.com

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1 0 3340 29 junho, 2017 Agenda Cultural junho 29, 2017

Sobre o autor

CEO e Fundador da 2/1 Revista Eletrônica, Relações Corporativas, Ombudsman, atuou no Jornal O GLOBO (GRUPO GLOBO), Diário da Tarde (Diários Associados), Diário do Comércio, Pohlig Heckel do Brasil (Grupo Belgo Mineira) e Diretor de Relações Públicas do Rotary Club.

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